O Brasil comemora neste sábado, dia 29, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O desafio de parar de fumar é grande, mas é importante lembrar que o tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis no País, sendo um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares, segundo dados do Ministério da Saúde.
Com as grandes campanhas de esclarecimentos, a maioria das pessoas tem conhecimento que fumar faz mal. Pesquisa divulgada em maio deste ano apontou que o número de fumantes no País caiu de 15,6% para 10,8% da população, entre os anos de 2006 e 2015.
O cigarro é um bom exemplo como é difícil livrar-se de um vício, pois apesar de muitos fumantes manifestarem o desejo de parar de fumar, não é fácil largar o cigarro.
O desconforto inicial ao se parar de fumar inclui ansiedade, dificuldade de concentração, irritação e dores de cabeça, que varia de pessoa para pessoa. A boa notícia é que os sintomas incômodos costumam passar depois de 30 dias.
“Os primeiros 15 a 30 dias são os mais difíceis”, explica a Dra. Tânia Pereira Ignacio, pneumologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. A médica esclarece que, parar de fumar é um grande desafio. Em primeiro lugar, é necessário que o paciente queira parar. A motivação pessoal é muito importante. A partir daí, e com ajuda médica especializada, a chance de sucesso é muito grande”, garante a médica.
Assim, é recomendável que no inicio do tratamento a pessoa mude um pouco seus hábitos, evitando atividades que aumentam sua vontade de fumar, como tomar café ou bebidas alcoólicas. A ingestão de líquidos, principalmente água, pode ser um grande aliado.
Outro ponto que mercê especial atenção é a pessoa ter cuidado para não substituir o cigarro por alimentos, como chupar balas, lanchinhos extras, etc. O ideal é aproveitar esse momento de mudança no estilo de vida para adotar hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada e atividades físicas.
O auxilio médico é recomendável, tanto para definir o tratamento mais adequada para deixar o cigarro como para a pessoa ter acompanhamento o por um período mínimo de três meses. Os tratamentos podem incluir desde a psicoterapia, individual ou em grupo, a até medicamentos e adesivos de nicotina.
Como entre a população adulta o tabagismo vem diminuindo consideravelmente o grande desafio e prevenir o que os jovens comecem a fumar. A pneumologista alerta, , por exemplo, que o uso por 80 minutos do narguilé, muito comum entre jovens, equivale a fumar 100 cigarros.


